sábado, 3 de abril de 2010

Em verdade, eu vos digo...

Páscoa, momento de reflexão.

Ontem assisti ao documentário do Dark Side of the Moon e hoje completei com os extras. Nesse meio tempo, uma ida até Saquarema, encenação da paixão de Cristo, e muitas fotos que logo vocês poderão conferir no Flickr.

Assistir ao documentário foi um retorno incrível ao projeto do Pink Floyd. Me ajudou a entender a engenharia por trás das músicas da banda e aumentou minha simpatia e respeito pelos músicos.


Muitas coisas
estão mudando. Preciso mudar também...


PS: Ao fundo toca Bob Dylan MTV Unplugged. Relax total!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Quando devemos reconhecer que nosso projeto é um fracasso(?)

Talvez esse post seria mais adequado para um dos meus outros blogs. Se falasse sobre gestão de projetos, escreveria para o ProjetoALPHA; se fosse um ensaio ou crônica, para o meuolharsobreomundo. Mas, esse é um desabafo sobre minha intenção de ouvir toda a discografia do Jimi Hendrix.

Bem que eu tentei. Meu tempo é curto devido aos projetos que abraço, entretanto, devo reconhecer que ouvir Jimi por muito tempo me fez mal.

É muita psicodelia e solos de guitarra para meus pobres neurônios. Juro que cheguei à metade do meu planejamento. Inclusive curti bastante algumas composições e o santo Jimi até me salvou de umas enrascadas.

Assumir que um projeto é falho ou admitir que as condições do cenário de "negócios" mudou é uma exigência emergente em qualquer projeto.

Ouvir Jimi Hendrix me fez pensar também sobre meus gostos musicais e como eles afetam meu comportamento. Desde novo fui fã de rock e ultimamente esses mesmo rock tem virado minhas tripas quase que literalmente.

Tenho optado por ouvir coisas diferentes e ritmos mais calmos, de forma a mesclar em meio cotidiano estímulos que me ajudem a manter a concentração e acalmar os nervos diante do estresse que surge da carga de trabalho.

Fiquei me perguntando: qual seria a trilha sonora da minha vida? (ainda não tenho resposta para o momento)

Acho que o velho provérbio chinês cai bem por hora: mais vale a direção do que a velocidade. E se no final der errado, que fiquem as aprendizagens.

Uma coisa aprendi: Jimi Hendrix em excesso pra mim merece um Sonrisal.

A playlist do momento é para embalar e empolgar meus estudos de francês. Oui! C'est la vie! Je étude français... E la vai a velha guerreira Edith Piaf aos meus ouvidos.

Quem tiver sugestões de músicas mais pop ou top 10 en français, respondez s'il vous plaît avec une commentaire.

A revoir!


sexta-feira, 5 de março de 2010

por um momento de suspiro

Tirar um tempo para ouvir música tem sido árduo, quase impossível.

No último final de semana consegui ouvir 97 faixas do Jimi, mas terminar a discografia do cara parece que vai demorar mais um tanto.

Um dos motivos é o trabalho. Sim, sempre o trabalho que é preciso e também nos retira tempo para fazer de nossos hobbies algo cotidiano. E, claro, a longa lista de faixas repetidas com versões mil (acústicas, ao vivo e afins).

Santo Jimi, perdoe minha falta!


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

santo jimi


Santo Jimi que estás no céu, santificado seja o seu nome!



Jimi me salvou ontem na espera do aeroporto. Santos Dumond lotado, momento Transcol no ônibus do portão até o avião e pão dormido com apresuntado de segunda categoria.



Jimi salvou o resto do dia ao tonificar minha leitura de Bravo!.



Iniciamos os trabalhos deste novo projeto com uma coletânea de rasgar os ouvidos. Jimi Hendrix vai à Inglaterra, com toda sua tranquilidade e sua guitarra voraz. Mostra seu trabalho, faz uns coverzinhos legais e encanta o Reino Unido. É mais ou menos assim o esquema do BBC Sessions deste fenomenal cientista do rock.



Vários outros projetos estão pipocando na mente. Tudo quanto é música que conheço, pero no mucho. A vontade de devorar o mundo segue insaciável, uma fome de não sei o que.



Santo Jimi proteja minha jornada...




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Enquanto não começa o novo projeto...

... vou ficar aqui ouvindo uma banda que muito me agrada.

Conheci o Beirut com a minisérie Capitu na Globo. Elephant Gun, tema para Capitu e Bento, me fascinou.

Liebe auf den ersten Blick! C'est l'amour...

O Beirut faz uma mistura de sons do leste europeu com folk num estilo muito gostoso de se ouvir. A música é relaxante, passa tranquilidade. Sempre que ouço suas músicas me vêm à cabeça sensações bem raiz, imagens rurais, festas no interior, gente bonna gente.





Quem quiser seguir o ritmo por esses dias, é só baixar o torrent aqui.

Ah!... Lembrem de votar no próximo projeto. Led, Hendrix ou The Clash? Clique aqui e deixe seu comentário.

Bom som!


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Delphic> essa banda merece sua atenção


Definitivamente os britânicos do Delphic merecem sua atenção. Não é atoa que foram apontados pela BBC como promessa para 2010.

Mas esse pessoal já desponta há tempos. Em 2008, o jornal britânico Guardian apresentava o trio de Manchester como a possível nova melhor banda e tentava classificá-los como algo do tipo indie-rave, ou algo meio pop e-rock ou coisa parecida.

E a banda vai aos poucos saindo do underground para se tornar queridinha dos MP3 players da galera.





Assim como neste clip incrível, Delphic desfia suas músicas com maestria. Vale a pena dar uma passada no canal deles no YouTube para conferir o que nos espera.


AUMENTA O SOM!


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dia 15> passando a régua e abrindo outra conta


Hoje é dia de passar a régua e pedir a conta.

Finalizamos o projeto Pink Floyd com as faixas de The Darkside Rehearsals (volumes 1 e 2). Álbum gravado na minha querida Brighton, Inglaterra! Caramba... viva Brighton!!!


Pink Floyd foi uma descoberta melhor do que imaginava. Realmente um prazer ouvir músicas de altíssima qualidade, experimentações sonoras complexas e relaxar curtindo as guitarras roncando forte.

Os álbuns mais progressivos não fizeram muito meu estilo - preferi os psicodélicos -, entretanto, devo confessar que o conjunto da obra é digno do Hall of Fame.

Cada novo álbum, uma nova alegria. Pink Floyd me salvou de momentos de desespero, me ajudou a curtir coisas antigas de um jeito novo.

Como disse lá no começo, eu sabia que as coisas seriam diferentes depois de ouvir Pink Floyd.

***

ABRINDO OUTRA CONTA
Agora é a vez de vocês me ajudarem.

Depois do Carnaval teremos um novo projeto.
Vocês devem escolher: Led Zeppelin, Jimmy Hendirx ou The Clash.

Vamos lá, pessoal!!!
Quero ver participação.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Dia 14> Avalanche Pink Floyd



Hoje tirei o dia para corrigir monografias e pesquisas sobre cursos de francês. Tudo em companhia do Pink Floyd, claro!




  1. "Shine on You Crazy Diamond"
  2. "Learning to Fly"
  3. "Yet Another Movie"
    • de A momentary lapse of reason
  4. "Round And Around"
    • de A momentary lapse of reason
  5. "Sorrow"
    • de A momentary lapse of reason
  6. "The Dogs of War"
    • de A momentary lapse of reason
  7. "On the Turning Away"
    • de A momentary lapse of reason
  8. "One of These Days"
  9. "Time"
  10. "Wish You Were Here"
    • de Wish you were here
  11. "Us and Them"
    • de The Dark Side of the Moon
  12. "Money"
    • de The Dark Side of the Moon
  13. "Another Brick in the Wall (Part 2)"
  14. "Comfortably Numb"
    • de The wall
  15. "Run Like Hell"
    • de The wall




  1. "Cluster One" (Wright/Gilmour) - 5:58
  2. "What Do You Want From Me" (Gilmour/Wright/Samson) - 4:21
  3. "Poles Apart" (Gilmour/Wright/Samson/Laird-Clowes) - 7:04
  4. "Marooned" (Wright/Gilmour) - 5:29
  5. "A Great Day for Freedom" (Gilmour/Samson) - 4:17
  6. "Wearing the Inside Out" (Wright/Moore) - 6:49
  7. "Take it Back" (Gilmour/Ezrin/Samson/Laird-Clowes) - 6:12
  8. "Coming Back to Life" (Gilmour) - 6:19
  9. "Keep Talking" (Wright/Gilmour/Samson) - 6:11
  10. "Lost for Words" (Gilmour/Samson) - 5:14
  11. "High Hopes" (Gilmour/Samson) - 8:32




P.U.L.S.E (1995)

Disco 1

  1. "Shine on You Crazy Diamond" (Waters/Wright/Gilmour) - 13:34
  2. "Astronomy Domine" (Barrett) - 4:21
  3. "What Do You Want From Me" (Gilmour/Wright/Samson) - 4:09
  4. "Learning to Fly" (Gilmour/Moore/Ezrin/Carin) - 5:16
  5. "Keep Talking" (Gilmour/Wright/Samson) - 6:53
  6. "Coming Back to Life" (Gilmour) - 6:56
  7. "Hey You" (Waters) - 4:39
  8. "A Great Day for Freedom" (Gilmour/Samson) - 4:31
  9. "Sorrow" (Gilmour) - 10:49
  10. "High Hopes" (Gilmour/Samson) - 7:52
  11. "Another Brick in the Wall (Part Two)" (Waters) - 7:08

Disco 2

  1. "Speak to Me" (Mason) - 2:29
  2. "Breathe" (Waters/Gilmour/Wright) - 2:34
  3. "On the Run" (Gilmour/Waters) - 3:48
  4. "Time" (Mason/Waters/Wright/Gilmour) - 6:47
  5. "The Great Gig in the Sky" (Wright) - 5:52
  6. "Money" (Waters) - 8:54
  7. "Us and Them" (Waters/Wright) - 6:58
  8. "Any Colour You Like" (Gilmour/Mason/Wright) - 3:21
  9. "Brain Damage" (Waters) - 3:46
  10. "Eclipse" (Waters) - 2:37
  11. "Wish You Were Here" (Waters/Gilmour) - 6:35
  12. "Comfortably Numb" (Gilmour/Waters) - 9:30
  13. "Run Like Hell" (Gilmour/Waters) - 8:36


ESPETACULAR!


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Dia 13> The Dark Side of the Rainbow...


Neste domingo tive a oportunidade de assistir ao Mágico de Oz no maior estilo dark side.

Interessante, mas dá dor de cabeça... Recomendo somente para cientistas, aficcionados e malucos.

Bom filme!


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dia 12> Sexta-feira sem juízo

Finalizar a semana. Dizem que é o dia mais feliz. Também é o dia de menor rendimento no trabalho. Será esse um efeito da expectativa do final de semana ou cansaço real depois de tanta lerê lerê?

Perguntas filosóficas à parte, a falta de juízo é do Pink Floyd. A playlist continua rolando, mas ficou apertado ouvir música nesta semana de muito trabalho e sol escaldante.

Será o fim do mundo? Acho que vou tirar da minha lista os filmes catastróficos e apocalípticos...



The Final Cut (1983)
  1. "The Post War Dream" - 3:02
  2. "Your Possible Pasts" - 4:22
  3. "One of the Few" - 1:23
  4. "The Hero's Return" - 2:56
  5. "The Gunner's Dream" - 5:07
  6. "Paranoid Eyes" - 3:40
  7. "Get Your Filthy Hands Off My Desert" - 1:19
  8. "The Fletcher Memorial Home" - 4:11
  9. "Southampton Dock" - 2:13
  10. "The Final Cut" - 4:46
  11. "Not Now John" - 5:01
  12. "Two Suns in the Sunset" - 5:14

Álbum oitentista descarado. É provável que fãs de Dire Straits e companhia também gostem de The Final Cut. Fica aí a dica para a galera PLOC.




A Momentary Lapse of Reason (1987)
  1. "Signs of Life" (David Gilmour, Bob Ezrin) – 4:24
  2. "Learning to Fly" (Gilmour, Anthony Moore, Ezrin, Jon Carin) – 4:53
  3. "The Dogs of War" (Gilmour, Moore) – 6:05
  4. "One Slip" (Gilmour, Phil Manzanera) – 5:10
  5. "On the Turning Away" (Gilmour, Moore) – 5:42
  6. "Yet Another Movie" (Gilmour, Patrick Leonard) / "Round and Around" – 7:28
  7. "A New Machine (Part 1)" – 1:46
  8. "Terminal Frost" – 6:17
  9. "A New Machine (Part 2)" – 0:38
  10. "Sorrow" – 8:46
Por um momento achei que fosse ter um revival psicodélico quando começou a primeira faixa, mas logo veio a segunda e ficou claro que o Pink Floyd realmente tinha aderido ao estilo oitentista. Fazer o quê?


Já baixei o Mágico de Oz original (clique aqui para download do torrent) para fazer a experiência do Dark Side of the Rainbow no final de semana.

Allah me proteja!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Como o vinil mudou minha vida

2009 foi um ano único em minha vida. Único porque me permiti colocar em prática vários projetos que estavam em stand by desde 2008. Único porque me permiti me permitir.

Um dos resultados mais legais foi botar em uso a coleção de LPs empoeirada do meu pai e descobrir gostos musicais novos, mais cultura para alimentar minha alma.

Escutar vinil é uma arte. Coisa que merece dedicação, senão devoção.

Quando criança ainda tive contato com aqueles grandes discos pretos e com o aparelho com o braço e a agulhinha na ponta. Meu pai até tinha me dado uma Eletrola Philips amarela... Felizmente preservada até hoje e com a qual posso me deliciar com os LPs.

Aos 10 anos fui apresentado ao Compact Disc, vulgo CD. Ganhei meu primeiro álbum nesse formato no meu aniversário de 1990: Information Society. Super engraçado... nem tinha um tocador em casa. Tive de esperar mais um mês até convencer meu pai a comprar um.

Lembro do trombolho que era o carrossel da Gradiente para 5 discos. Tudo conectado ao grande sistema de som Pioneer do meu pai; ainda com vitrola, equalizador, K7 e tudo o mais. Como aquilo ocupava espaço.

Quase 20 anos depois reencontro meus velhos discos e os discos de meu pai. Todos aguardando serem revelados, apresentados aos meus ouvidos. Alguns álbuns ainda intocados, lacrados, pedindo para serem libertados.

E eu ali. Com minha Eletrola amarela, desbravando o passado em busca do futuro.

Escutar discos de vinil é sim uma arte. Algo com seu próprio Bushido.

A música moderna está formatada ao consumo imediato. Podemos deglutir rádio digital via internet, queimar MP3s aos lotes para nossos iPhones, iPods e afins, conectá-los ao rádio do carro, ao som da sala, ao computador. E as bandas passam, as músicas voam daqui para lá e ninguém lembra quem tocou o quê.

A música deixou de ser uma trilha sonora complementar ou um estímulo do ócio e à filosofia vã do dia-a-dia para ser um objeto, uma coisa, um isso e só.

Colocar a agulha da vitrola no local certo, apreciar a equalização oca do LP, ouvir os chiadinhos ao fundo é exercer a paciência - algo tão em desuso atualmente.

Virar o lado quando disco acabar, trocar o disco, esperar, recomeçar. Entender que para haver continuidade é preciso compromisso, dedicação.

Guardar os discos com cuidado. Saber que a música está ali. E que caso ela se perca, ela realmente se foi e não vai voltar.

As coisas têm fim.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dia 11> Pink Floyd nas baixuras (bati a cara no muro!)

Ontem fui salvo pelo trio Pink Floyd, Linkin Park e Edgar Morin. A TAM atrasou o vôo em uma de minhas conexões e fui marginalizado para um vôo no final da noite. Fiquei ilhado no Santos Dumont por algumas horas.

O bom foi aproveitar o tempo para assistir a The Wall (clique aqui para assistir ao filme), escutar novamente um pouco das playlists já postadas do Pink Floyd e retomar um hábito antigo, o Linkin Park. Bem, vamos ao objeto de nossa proposição deste blog atualmente.



Se Michael Jackson teve a oportunidade de introduzir um divisor de águas com Thriller, o britânico Pink Floyd levou ao extremo a fórmula. Não sou muito chegado a musicalidades intensas em filmes e, na verdade, tenho pavor de musicais apesar de gostar de ópera. Encarei The Wall como um mega vídeo clip.





A linguagem do filme é interessante, faz uso de recursividades e para os fans da banda britânica, a quase total inexistência de diálogos não deixa nada a perder. As animações são certamente um recurso muito bem explorado e me pareceu uma influência direta para Do the Evolution do Pearl Jam.





As referências à exclusão social, à loucura e aos regimes totalitários são retas e incisivas. O domingo não foi perdido, mas poderia ter sido melhor.

Nem sempre temos tudo que queremos, não é verdade!?